Capítulo Três: O Terceiro Jovem Mestre Prova do Próprio Veneno (Parte I)
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A cidade de Leyan era extraordinariamente próspera. O céu mal clareava, e as ruas já pulsavam de vida.
Grupos de pessoas trajando antigos trajes que Lin Zong jamais vira cruzavam a avenida; alguns carregavam armas, outros transportavam mercadorias, mas a maioria era de humildes vendedores ambulantes, que apregoavam seus produtos em vozes agudas. Quando, por acaso, passava alguém de vestes opulentas, logo recebia olhares marcados por desdém.
Diante daqueles seres de carne e osso, vestidos à moda antiga, Lin Zong sentiu-se tomado por um instante de irrealidade—como se tudo aquilo lhe fosse demasiadamente remoto, mas, ao mesmo tempo, tão vívido quanto a própria existência. No dia anterior, ainda se encontrava no bulício de uma metrópole moderna; agora, fora lançado a um mundo de civilização ancestral, separado por incontáveis léguas e dimensões.
Era como um enigma a ser desvendado, algo que só sua força extraordinária poderia romper.
Como estariam Wan’er, Sanzi e os demais? Haveria ainda uma chance de reencontro? Lin Zong suspirou suavemente. A alegria do renascimento, pouco a pouco, cedia espaço à dor pungente da saudade. No instante final antes da morte, descobrira que sua origem era um mistério. E a única pista capaz de desvelá-lo—o talismã de jade do Dragão Oculto—desaparecera.
Ao recordar as últimas palavras de sua mãe, a mágoa e o remorso se apoderaram dele. Ela lhe confiara expressamente que protegesse o jade, mas, dominado pela vaidade e pela ânsia de superação, não apenas perdera a relíquia, como também a própria vida!
— Ora! Você não sabe andar, não? Que atrevimento!
Enquanto Lin Zong se deixava consumir pela tristeza, de súbito percebeu haver colidido contra algo macio. Suas mãos, num reflexo, tocaram uma superfície cálida e suave; seus pés avançaram por inércia, e logo sentiu-se montado sobre algo perfumado, arredondado, firme e delicado. Uma sensação de conforto percorreu-lhe o corpo; involuntariamente, apertou as coxas.
Ao grito estridente que se seguiu, Lin Zong despertou do devaneio e recuou apressado. Só então percebeu, à sua frente, uma jovem de curvas graciosas e beleza singular—sobre cujo traseiro acabara de montar-se.
O rosto da moça tingiu-se de um rubor intenso; ela lançou-lhe um olhar de ódio e, cobrindo o rosto, saiu correndo. Os transeuntes olhavam para Lin Zong com desdém e indignação; entre eles, alguns jovens armados avançaram com ar ameaçador.
Engolindo a explicação que lhe subia à garganta, Lin Zong virou-se e fugiu, sumindo entre a multidão.
Após meia hora de buscas e indagações, finalmente localizou a Mansão Lin.
De longe, o solar impunha-se com majestade. Situado na mais movimentada avenida, todos que por ali passavam não podiam evitar um olhar de respeito. Pelos olhares, Lin Zong já pressentia a influência da família Lin.
O portão, de sândalo roxo, era alto e largo; nas laterais, esculpiam-se um leão e um tigre em postura feroz, rugindo para o céu—obras tão realistas que impunham um temor inexplicável.
Curiosamente, tamanha propriedade não tinha um só guarda à porta. Bastou um breve raciocínio, e Lin Zong compreendeu: certamente era artimanha do terceiro jovem mestre, que intentara sua ruína; assim, ninguém presenciaria seu corpo sendo carregado por aqueles dois patifes.
Lin Zong sorriu com frieza. Segurou o anel da porta e, num rangido, abriu-a. Deparou-se então com um ancião de barbas alvas e expressão impassível, imóvel diante de si. Levou um susto—de fato, o homem assusta o homem!
Ao olhar mais atentamente, reconheceu-lhe traços familiares; vagamente, lembrou que se tratava do velho Mo, o responsável pelo almoxarifado de ervas da família Lin.
— Tio Mo? — arriscou Lin Zong.
— Hum? — O velho Mo fitou Lin Zong com atenção, franzindo o cenho, como se meditasse sobre algo. O coração de Lin Zong disparou; talvez houvesse se traído. Deveria portar-se como o antigo Lin Zong, sempre apático e disperso. Esforçou-se, então, para adotar um ar abobalhado e sorriu, tolo.
O velho Mo relaxou a expressão e resmungou, frio:
— Preste atenção daqui em diante. Fique no pátio, não saia por aí!
Dito isso, virou-se e partiu.
Lin Zong ficou intrigado. Será que o ancião sabia do que tramaram o terceiro jovem mestre e os outros? Talvez fosse só impressão sua, mas, no instante em que o velho Mo deu-lhe as costas, percebeu em seu olhar um discreto alívio.
Não devia ser assim. Pelas memórias do antigo Lin Zong, jamais tivera contato com aquele velho, que sempre lhe fora indiferente. Por que se preocuparia com ele?
Ultrapassando o portão, Lin Zong seguiu, sorrateiro, pelo caminho que lhe era familiar até o pequeno pátio onde residia. Comparado aos amplos jardins da mansão, seu espaço era modesto, porém limpo e agradável. Algumas árvores, um jardim logo à entrada, o pátio coberto de verde, apaziguador ao olhar. Duas fileiras de casinhas ladeavam o jardim; ele ocupava a mais espaçosa. As demais abrigavam a família de Lin Danian. Ainda era cedo; Lin Xiar e os outros certamente ignoravam que o mestre da casa havia sido sequestrado—devem estar ainda deitados, preguiçosos.
Após tantas provações, Lin Zong sentia-se exausto, e aquele corpo era realmente frágil. Deitou-se e logo adormeceu. Quanto ao resto, resolveria ao despertar...
...
Naquela manhã, o terceiro jovem mestre, Lin Yuanjie, encontrava-se eufórico. Segundo informantes, aquele rapaz já fora devidamente eliminado. Levantou-se cedo, assobiando alegremente, e foi ao encontro do pai—Lin Yuchang, o atual chefe da família.
— O quê? Lin Zong morreu?
Ao ouvir tal notícia, o semblante de Lin Yuchang endureceu subitamente; despediu as criadas às pressas e indagou:
— Foste tu quem fez isso? Como ousas tamanha imprudência?
O terceiro jovem mestre, embora arrogante fora de casa, diante do pai mostrava-se dócil; cabisbaixo, respondeu:
— Ele não passava de um inútil, sem sequer uma raiz espiritual; vivo, só desperdiçava alimento...
— Insolente! Que modos são esses? — Lin Yuchang bateu na mesa e ergueu-se de súbito. — Tens ideia das consequências disso? Todos sabem do teu conflito com Lin Zong; se ele morreu, ninguém suspeitará de ti? Imbecil! Nem tudo na casa está sob meu comando—Lin Aotian ainda exerce grande influência. E, sobretudo, o terceiro irmão deveu a ele um imenso favor, prometendo zelar por Lin Zong. Se ele souber do ocorrido, como poderei me justificar? Romper relações com o terceiro irmão?
— Ah! — O jovem mestre jamais imaginara tamanha gravidade. — Então, o que fazemos agora?
— Hmph!
Ao ver o filho apavorado, Lin Yuchang amenizou o tom. Conhecia bem o caráter do caçula e desgostava de sua mania de agir sem consultar ninguém—mas a esposa sempre o acobertava, e assim o rapaz tornara-se mimado e prepotente. Se continuasse assim, mais cedo ou mais tarde haveria de pagar caro.
Já que cometera tamanho disparate, aproveitaria para repreendê-lo, quem sabe assim aprendesse e melhorasse.
Quanto a Lin Zong, pouco lhe importava. O próprio nome já lhe era estranho. Desde que, há mais de uma década, se confirmara que ele possuía a chamada raiz espiritual incolor dos cinco elementos—a mais inútil entre todas, incapaz de cultivar qualquer energia interna—passara a vê-lo como um fracasso. Quando soube que o filho do outrora genial Lin Aotian era dotado de tal raiz, não conteve o escárnio. Como nutria antigas desavenças com Lin Aotian, via no destino do rapaz um justo revide, e o deixou ao abandono.
Só ao ouvir o nome de Lin Zong pela boca do filho, recordou-se vagamente; mas não se importou. Morreu um inútil, que diferença faria? Nem o irmão, por mais que se opusesse a ele, haveria de reclamar.
Vendo sinais de arrependimento no rosto de Lin Yuanjie após a dura repreensão, Lin Yuchang sentiu-se satisfeito e incentivou:
— Já tens quatorze anos; por que não te espelhas em teus irmãos? Teu irmão mais velho, Yuanchong, já é um herói renomado, mestre do décimo segundo nível pós-natal; teu segundo irmão, Yuandu, alcançou o nono nível. E tu? Há dois anos estagnado no primeiro! Isso só envergonha o nome dos Lin!
Lin Yuanjie assentiu como um pintinho, dizendo:
— Entendi, pai. Antes da competição interna da família, prometo atingir o segundo nível pós-natal. Não o decepcionarei...
Lin Yuchang, satisfeito, concluiu:
— Muito bem, reflita seriamente sobre isso. Quanto a Lin Zong, trate do assunto, não precisa me relatar.
Ao sair, Lin Yuanjie abandonou o ar submisso e deixou aflorar um sorriso sombrio. Chamou uma multidão de guardas e, em alarde, marchou rumo ao pátio de Lin Zong.
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